Madagascar em chamas: os incêndios da primavera ameaçam a natureza e as pessoas!

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Madagascar enfrentará incêndios devastadores na primavera em 2025, que ameaçam as florestas e a biodiversidade. São necessárias medidas de controle.

Madagaskar kämpft 2025 gegen verheerende Frühjahrsbrände, die Wälder und Biodiversität bedrohen. Maßnahmen zur Bekämpfung sind erforderlich.
Madagascar enfrentará incêndios devastadores na primavera em 2025, que ameaçam as florestas e a biodiversidade. São necessárias medidas de controle.

Madagascar em chamas: os incêndios da primavera ameaçam a natureza e as pessoas!

A situação em Madagáscar é tensa: todos os anos a ilha enfrenta incêndios florestais devastadores, que ocorrem especialmente após as chuvas. Este ano, os incêndios começaram demasiado cedo e as paisagens em chamas estão a espalhar-se a um ritmo alarmante. Especialistas como Max Fontaine, Ministro do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável, relatam uma tendência preocupante: a época de incêndios não só começa mais cedo, mas também dura mais tempo do que nos anos anteriores. Esta é uma tendência alarmante que ameaça gravemente a população local e a biodiversidade única de Madagáscar, como relata Linfo.re.

Houve vários pontos quentes nas regiões de Menabe e Ankazobe nos últimos dias. Os cidadãos das zonas afectadas lutam diariamente contra as chamas, mas os progressos são muitas vezes inadequados. A situação é particularmente trágica em parques nacionais como Ranomafana, onde mais de 25 hectares de floresta secundária foram irremediavelmente perdidos.

As consequências para a natureza e as pessoas

Os efeitos destes incêndios são devastadores. Em 2022, mais de 6,2 milhões de hectares de terras foram destruídos pelo fogo, maioritariamente constituídos por erva seca e arbustos. Apenas dois por cento dos danos afetaram as florestas, que muitas vezes são até protegidas. Para além destes números preocupantes, a indústria florestal malgaxe registou um rápido declínio nos últimos anos e estima-se que quase 100.000 hectares de floresta desaparecem todos os anos. Se esta tendência continuar, nenhum dos oito milhões de hectares originais poderá permanecer em dez anos, alerta Fontaine noutro relatório da Linfo.re.

Os jovens em Madagáscar estão particularmente preocupados com o seu futuro. Eles vêem os incêndios em curso não apenas como uma ameaça ao meio ambiente, mas também aos seus meios de subsistência. As causas são diversas: o aumento do custo de vida, as técnicas agrícolas inadequadas e a desflorestação ilegal estão entre os principais factores. Além disso, os incêndios devastadores contribuem para a crise climática e para mudanças drásticas nas condições de vida, como destaca o WWF.

Medidas de combate aos incêndios

As autoridades enfrentam um desafio complexo. As iniciativas de combate a incêndios muitas vezes não são suficientes. Embora os preparativos tenham começado em Fevereiro, estes esforços ficaram aquém das expectativas. Atualmente existem apenas 300 técnicos florestais em Madagáscar para monitorizar uma área de cerca de 8 milhões de hectares. Max Fontaine estabeleceu uma meta: um técnico por 2.000 hectares para melhor proteger as florestas. Esta formação de profissionais é crucial para preservar os valiosos recursos de Madagáscar e sensibilizar a população.

Além disso, pede-se à sociedade civil malgaxe que assuma mais responsabilidades. Isto poderia ser feito através da criação de corredores à prova de fogo, reflorestação e planeamento alimentar sustentável. A Jeune Chambre Internationale Ambilobe também está empenhada em educar as pessoas sobre os efeitos negativos dos métodos tradicionais de cultivo de arroz com fogo e em abordar a necessidade de medidas preventivas.

Uma responsabilidade global

Os incêndios devastadores em Madagáscar não são apenas uma catástrofe local, reflectem também um problema global. O aumento das temperaturas e as alterações das condições climáticas são, em parte, resultado das emissões dos países industrializados. É necessário um apelo global à acção: os países com emissões historicamente elevadas são chamados a prestar apoio para ajudar as regiões afectadas e a combater as consequências das alterações climáticas, como afirma um artigo sobre Temoignages.re.

É claro que Madagáscar tem a responsabilidade de proteger os seus recursos naturais únicos, mas a comunidade internacional também deve fazer a sua parte para orientar o rumo para um futuro mais sustentável e amigo do ambiente.