CDU em apuros: A disputa explosiva sobre as deportações sírias!
Na disputa política da CDU sobre as deportações em 4 de Novembro de 2025, o Ministro dos Negócios Estrangeiros Wadephul apela à protecção dos cidadãos sírios.

CDU em apuros: A disputa explosiva sobre as deportações sírias!
No centro dos acontecimentos políticos na Alemanha existe actualmente uma disputa violenta sobre a direcção dentro da CDU, que é particularmente explosiva em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. O motivo da disputa é o debate sobre a deportação de requerentes de asilo rejeitados. O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Johann Wadephul, deixa claro que os sírios na Alemanha merecem protecção; afinal, um regresso ao seu país de origem não é razoável nas condições actuais. “Deixe as pessoas viverem com dignidade”, diz Wadephul, deveria ser a máxima. O SVZ informa que O chanceler Friedrich Merz posiciona-se em total contraste com isto. Ele acredita que muitos sírios regressariam voluntariamente ao seu país de origem porque, na sua opinião, já não existem razões válidas para solicitar proteção na Alemanha.
As declarações de Merz não estão apenas a causar espanto na política interna. Steffi Pulz-Debler, da esquerda, rebate de forma contundente: as suas avaliações são fixas e chama as declarações de Merz de “erradas e perigosas” porque a Síria ainda não é um país seguro. A AfD também está envolvida: Jan-Phillip Tadsen apela a uma preparação abrangente para o regresso dos cidadãos sírios e vê isto como um meio de aliviar a carga sobre as autoridades de segurança e as finanças do país.
Deportações e asilo em números
No que diz respeito aos factos, muita coisa aconteceu nos últimos anos. Alto bpb.de, as pessoas cujos pedidos de asilo foram rejeitados tiveram de deixar a Alemanha dentro de um determinado período de tempo. Qualquer pessoa que não cumpra isto enfrentará uma possível deportação pelas autoridades de imigração. Em 2024, um total de 20.084 pessoas foram deportadas para a Alemanha. Para efeito de comparação: em 2023 o número era 16.430, enquanto em 2021 era 11.982. Os principais países de origem dos deportados em 2023 foram Geórgia, Turquia, Afeganistão e Macedónia do Norte. Cidadãos sírios e iraquianos também estavam entre os deportados.
Contudo, o debate sobre o asilo não é apenas uma questão de números. As dimensões emocionais e humanitárias desempenham um papel significativo. As deportações contradizem frequentemente os direitos humanos básicos – um ponto que a esquerda, em particular, enfatiza nos seus argumentos. O que resta é a questão: Como encontrar um equilíbrio entre segurança e humanidade?
O desenvolvimento de números de retorno
No geral, o número de pessoas que tiveram de regressar a outros países da UE em 2024 aumentou para 5.827. A maior parte destas repatriações foi para a Áustria, França e Espanha. O número de menores entre os deportados também é interessante: em 2024 eram 3.687, um aumento acentuado em relação aos anos anteriores.
O desenvolvimento da política de asilo está a ser intensamente discutido não só na esfera política, mas também na sociedade. O debate não é apenas sobre números e estatísticas, mas também sobre o destino e as esperanças de muitas pessoas que procuram protecção num país estrangeiro.